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Prevenção Primária
Em termos de prevenção primária, devem ser lembradas, em primeiro lugar, as medidas mais simples, dietéticas e comportamentais. Deve-se evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica em excesso.
Prescreveu-se tamoxifeno na dose de 20 mg por dia por cinco anos. Pode-se recomendar esse esquema para mulheres com mães e/ou irmã
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com câncer de mama, hiperplasia atípica, neoplasia lobular in situ e carcinoma ductal in situ, mas sempre após se discutir com a paciente pormenorizadamente os riscos e benefícios da medida e deixar para ela a decisão final sobre tomar ou não o medicamento.
O tamoxifeno atua antagonizando os efeitos estimulantes dos estrogênios e, embora não seja efetivamente um bloqueador de iniciação genética, ao bloquear o desenvolvimento de células anormais, está impedindo ou retardando o aparecimento clínico ou imagenológico do tumor de mama.
Seus efeitos colaterais mais importantes são ondas de calor, hiperplasia endometrial e formação de trombos. Sabe-se, entretanto, que o risco desses efeitos pode ser minimizado se for evitada a droga para mulheres com história de fenômenos tromboembólicos ou com varizes intensas em membros inferiores. É importante também, antes do início da droga, proceder-se à avaliação oftalmológica (fundo de olho e também pressão intra-ocular) e ecográfica do endométrio.
Existe ainda o recurso da cirurgia redutora do tecido das mamas. Para casos selecionados de risco elevado e grave repercussão emocional, pode ser empregada a adenectomia mamária (retirada da glândula, deixando a pele, aréola e papila) com inclusão de prótese de silicone. Esta cirurgia reduz o risco de câncer de 90% e quase sempre leva à bom resultado estético.
Prevenção Secundária
Estima-se que desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo palpável de um centímetro, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de 10 anos. Nesse período, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como “screening” é a mamografia.
A orientação atual, que deve ser seguida em condições ideais de recursos, é a mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos de idade.
Nas pacientes de alto risco a rotina mamográfica deve ser individualizada, iniciando-se mais precocemente e realizando-se também a ultra-sonografia mamária e a ressonância magnética. Geralmente, indica-se a mamografia nas pacientes de alto risco anualmente, desde a idade correspondente a 10 anos antes do que a idade do diagnóstico do câncer de mama em familiar de primeiro grau (mãe ou irmã).
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